quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Situação-Problema : Extinções em massa

A maior extinção em massa

A extinção não é apenas negativa.
Na verdade, nenhuma espécie pode durar mais do que alguns milhões de anos, na melhor das hipóteses, antes de ser suplantada por outras espé­cies ou evoluir para outra coisa qualquer. Daí que a extinção aconteça a toda a hora - a este tipo normal de extinção chama-se extinção de fundo. Contudo, registaram-se episódios na história da Terra em que mais extinções do que o normal se verificaram num certo espaço de tempo. A estes períodos chama-se eventos de extinção e estes podem incluir exemplos de como toda a vida de uma determinada ilha pode ser dizimada por uma catástrofe local ou como uma grande alteração climáti­ca ou até a caça pode eliminar certos tipos de organismos, à semelhança da extinção transversal de mamíferos de grande porte que se deu no final das idades do gelo há 11 mil anos.
Os grandes eventos de extinção, as chamadas extinções em massa, são mais fascinantes e perturbadores. São períodos em que muita, ou a maioria, da vida desaparece de uma só vez. É comumente reconhecido que terá havido pelo menos cinco extinções em massa, na sequência seguinte (valores aproxima­dos em milhões de anos): Ordovícico Superior (440), Devónico Superior (370), final do Pérmico (250), final do Triásico (200) e final do Cretácico (65).
Estes são conhecidos como «os grandes cinco» e distinguem-se de todos os outros eventos de extinção por três factores: morreram mais espécies durante cada evento do que em qualquer outra altura, as vítimas foram de uma eco­logia diversa e distribuídas por todo o mundo, e parece ter havi­do uma única grande crise global a servir de rastilho para o evento.
Uma investigação recente levada a cabo por Dick Bambach e a equipa da Universidade de Harvard defende que tal­vez nos devêssemos referir a «os grandes três» - o Ordovícico Superior, o final do Pérmico e o final do Cretácico - porque os outros dois parecem ter sido mais prolongados.
O evento do Ordoví­cico estará relacionado com uma curta e aguda idade do gelo, e assistiu ao fim de muitas classes de trilobites, braquiópodes, corais e outros. O evento do Devónico Superior ter-se-á arrasta­do por vários milhões de anos e provocou mais perdas entre os braquiópodes, amonóides (moluscos aquáticos com forma de espiral), corais e os peixes com couraças pesadas que viviam em águas rasas. Em último lugar, o evento do final do Triásico pareceu ter-se igualmente prolongado por alguns milhões de anos, atingindo com particular violência os braquiópodes e os amonóides, assim como muitos répteis que viviam em terra. A extinção em massa do final do Pérmico é especialmente significativa porque foi, de longe, a mais devastadora das extin­ções em massa de todos os tempos. Estima-se que até 96°/o das espécies tenham morrido e este foi o ponto em que a vida este­ve mais perto de sofrer a aniquilação total. Contudo, a procura de um padrão e das causas do maior evento de extinção de sempre tem sido repleta de dificuldades. E praticamente impos­sível imaginar como terá sido o desaparecimento de 96% das espécies: ou seja, apenas 4% das espécies.- menos do que uma em vinte - sobreviveram
Fonte : Breve História da Vida - Michael  J. Benton. Texto


Trailer do vídeo explorado na aula.


Powerpoint  explorado na aula

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